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Pandemia: o mais novo gatilho para dor de cabeça

dores de cabeça e pandemia

A pandemia da Covid-19 elevou radicalmente os níveis de estresse na população mundial, trazendo uma série de “gatilhos” para quem sofre de tensão, ansiedade e dores de cabeça. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela biofarmacêutica Takeda, 31% dos brasileiros já sentiram alguma dor de cabeça devido às preocupações com o surto do coronavírus. Dessa parcela, 46% não conseguem se concentrar quando estão com a dor, 41% observam alterações na personalidade (irritabilidade e mau-humor) e 26% experimentam a redução do apetite.

Tipos de dores de cabeça que podem surgir na pandemia

Conforme aponta a literatura médica, as dores de cabeça são divididas em centenas de tipos. A mais comum é a cefaleia tensional, que atinge até 95% da população em algum momento da vida.  Como o próprio nome indica, esse tipo de dor é causada por tensão e estresse, podendo apresentar as seguintes características:

  • Dor de intensidade leve a moderada nos dois lados da cabeça;
  • Assemelha-se a uma pressão ou aperto na cabeça;
  • A dor não piora com atividades rotineiras como trabalhar e dirigir;
  • Pode durar horas ou dias;
  • Piora durante o dia.

O segundo tipo de dor de cabeça que mais leva pessoas ao consultório é a enxaqueca, afetando quase 15% da população mundial e atingindo principalmente as mulheres de 20 a 50 anos.

De modo geral, a enxaqueca apresenta sintomas como forte dor latejante — podendo ocorrer em apenas um lado da cabeça —, sendo comumente acompanhada de sensibilidade a barulhos, intolerância à claridade, náuseas e vômitos.

Gatilhos das dores de cabeça: estresse e mudança de rotina

A pandemia de Covid-19 provocou diversas alterações no cotidiano da população, que tem passado mais tempo em casa. É comum, por exemplo, que pessoas que trabalham em home office sintam mais tensão no fim do dia e fiquem mais predispostas à cefaleia tensional e até mesmo à enxaqueca.

Ademais, quase todo mundo tem experimentado sensações de medo ou ansiedade com o surto do vírus. Outros estão estressados por questões financeiras ou deprimidos com o isolamento.

É notável, portanto, que as incertezas sobre a doença podem desencadear ou piorar as crises de dor de cabeça, além de desequilibrar as emoções. Nestes casos, o mais recomendado é procurar ajuda médica para reverter a situação o quanto antes e melhorar a qualidade de vida.

Como agir em caso de dor de cabeça durante a pandemia de covid-19?

Em época de contágio, o ideal é não se apressar para ir ao pronto-socorro. Afinal, os hospitais e postos de saúde lotados de pessoas são potenciais focos de infecção por COVID-19. 

Ao experimentar dores de cabeça, o mais aconselhável é agendar uma consulta via telemedicina para narrar todos os sintomas ao especialista em Dor Orofacial.

Dor de cabeça acompanhada de dor mandibular

Alguns casos de cefaleia podem vir de forma isolada, enquanto outros vêm acompanhados de dores na articulação temporomandibular (ATM) e nos músculos da face (temporal, masseter e cervical). Nesta situação, o paciente pode sentir um forte desconforto ao abrir e fechar a mandíbula, seja na hora de falar ou mastigar. Também é comum experimentar tensão nos dentes e nos músculos da face devido a um apertamento dentário diurno e noturno muitas vezes inconsciente e imperceptível.

Quando isso ocorre, o paciente deve buscar a ajuda de um dentista especialista em DTM e Dor Orofacial para averiguar a origem do problema. 

Bruxismo de vigília e tratamento LIVA

A dor de cabeça durante a pandemia também pode ser causada pelo bruxismo de vigília —  um distúrbio caracterizado pela tensão e aperto nos dentes ao longo do dia.  

Nestes casos, recomenda-se o tratamento LIVA — método que utiliza uma mini-placa dental personalizada para garantir que o paciente não tensione os dentes em sua rotina diária.

O tratamento LIVA foi criado pelo Dr. Alain Haggaig após mais de 15 anos de pesquisa e, atualmente, é considerado uma excelente opção para reverter as dores de cabeça causadas pelo bruxismo de vigília. Especialistas na área e vários neurologistas recomendam o LIVA, que inclusive foi premiado pela Academia Europeia de Dor Orofacial como tratamento mais inovador da Europa em 2019.

É importante ressaltar que o tratamento é totalmente embasado em estudos científicos e não possui contraindicações, sendo um método não invasivo, reversível e sem medicamentos. 

Como prevenir a dor de cabeça na pandemia?

Um estudo científico realizado na Universidade de Utah , nos Estados Unidos, constatou que as técnicas de meditação e mindfulness ajudam a reduzir as dores de cabeça. Na prática, trata-se de relaxar o corpo e respirar profundamente, direcionando a atenção para o momento presente e tentar controlar as tensões diárias.

Outras formas de prevenir dores de cabeça: dormir pelo menos oito horas diariamente; manter uma alimentação balanceada, praticar atividades físicas e beber pelo menos dois litros de água por dia.

Quando a cefaleia é um sintoma da Covid-19

Embora a dor de cabeça seja considerada um sintoma menor nos pacientes infectados pelo coronavírus, estudos clínicos demonstram que ela está presente em, pelo menos, 25% dos casos. 

Geralmente, o sintoma aparece logo no início da doença com um padrão de dor bilateral, de intensidade moderada a forte, podendo estar acompanhada de náusea, aversão à luz ou barulho, sendo muito semelhante às cefaleias comuns como a tensional ou enxaqueca.

Pesquisas médicas indicam que o sintoma ocorre como uma consequência da inflamação causada pelo coronavírus, que também pode provocar alterações no olfato e paladar.

Por isso, ao primeiro sinal de dor de cabeça, agende uma consulta médica. 

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