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Covid e zumbido, entenda a relação

Zumbidos no ouvido e o coronavírus

Por Dr. Saint’Clair Augusto Magalhães Borges (médico otorrino) e Dra. Joanne Baggio (especialista em Dor Orofacial)

Como é irritante no meio da noite, ser acordado com o zunido de um pernilongo! Ou, após um dia cansativo de trabalho, aquele barulho de motor de alguma obra. Ruídos indesejados, por períodos prolongados, são extremamente irritantes. Não à toa são um dos principais motivos de desentendimento entre vizinhos.

Imagina então um barulho incessante, te acompanhando o tempo inteiro. Durante o dia ele pode até ser disfarçado pelos outros sons. Mas à noite, no momento do descanso, ele toma o centro do palco. Aumenta de volume, ganha sua atenção e tira o seu sossego.

Pode ser pior? Pode. Não é um pernilongo, não é o vizinho, não é o motor de uma geladeira velha. O barulho vem de dentro, um fantasma auditivo que te acompanha onde quer que você vá. Esse é o zumbido.

Sobre os zumbidos no ouvido

Chamado de tinnitus, zunido, barulho na cabeça, o zumbido é um sintoma que atormenta muita gente. Segundo dados da 2011-2012 Survey, do CDC, órgão de saúde americano, 15% dos adultos já experimentaram alguma forma de zumbido. Outros dados de pesquisa chegam a apontar que até um em cada 5 adultos sofrem com zumbido crônico!!!

Mas e o novo coronavírus, sempre ele, o que tem a ver com isso? Podemos dizer que ele também está gerando zumbido em muita gente. Mesmo entre aqueles que nunca tiveram contato com o vírus.

O zumbido é um sintoma. Ou seja, algo que é sentido pelo paciente, mas não pode ser mensurado por outras pessoas. Posso saber se o paciente tem febre, usando um termômetro (febre, no caso, é um sinal). Mas o zumbido, não tenho outra forma de percebê-lo, mensurá-lo, que não pelo relato do paciente.

Causas dos zumbidos

Pois bem, zumbido é um sintoma que pode ter várias causas, uma completamente diferente da outra. Uma das mais comuns delas, felizmente simples de se resolver, é cerume nos ouvidos. Mas também, entre outras, pode ser um sinal de alterações metabólicas (diabetes, disfunção da tireóide, deficiência de vitamina D), abuso de substâncias (cafeína é a principal envolvida), ansiedade, alterações no sono. Também estão envolvidas alterações circulatórias e, o que é muito comum, vir acompanhado de perda da capacidade auditiva.

Mas é o vírus? As mudanças de hábitos e restrições impostas pela pandemia levou ao aumento de muitos fatores que se relacionam ao zumbido: ansiedade, estresse crônico, noites mal dormidas. E esses 3 fatores estão relacionados a um quarto fator, que por si só é outra causa de zumbido: a disfunção da articulação têmporo-mandibular (DTM).

Em suma, um ciclo vicioso que reforça o zumbido. As restrições da pandemia aumentam o estresse, que aumenta o apertamento dentário e piora a disfunção da ATM, que gera o zumbido, que causa mais ansiedade e estresse, e atrapalha o sono, e tudo isso reforça o zumbido. Pra piorar, aquela relaxada na alimentação, com abuso de café, refrigerante e chocolate podem ajudar o zumbido ficar mais forte…

Estudos e relatos clínicos de odontologistas que tratam DTM e Dor Orofacial têm mostrado correlação entre zumbido e tensões musculares excessivas na região de cabeça, pescoço e nos músculos ativos na mastigação. A ansiedade e o estresse – tão comuns no dia-dia moderno, tão persistente em 2020! induzem tensão muscular prolongada, que se relaciona com bruxismo e apertamento dentário.

Descartando desordens otorrinolaringológicas específicas, o uso de terapias de reversão de hábitos parafuncionais se mostrou eficaz na melhora e modulação do zumbido, principalmente em pacientes com bruxismo, apertadores dentários ou com hábitos inadequados que mantenham uma contração aumentada dos músculos envolvidos no processo.

O LIVA é revolucionário no tratamento da disfunção da ATM. Por esse motivo, é também  um grande aliado no tratamento do zumbido. Estudos mostram que o uso do dispositivo conseguiu eliminar ou reduzir sensivelmente o zumbido em até 40% dos pacientes com zumbido relacionado a DTM.

O zumbido é um sintoma irritante, e que atrapalha a qualidade de vida. O paciente com zumbido merece todo o cuidado para livrar-se desse incômodo. Se você tem zumbido, procure em primeiro lugar um médico otorrinolaringologista. Como dito, o zumbido pode ter várias causas. O otorrino é o especialista mais adequado para diferenciar e investigá-las. Caso a causa seja a disfunção da ATM, o tratamento LIVA, aplicado por profissional especializado em dor Orofacial, tem se mostrado excelente ferramenta no manejo desse ruído indesejável.

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