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A relação da pandemia com ansiedade, bruxismo de vigília e DTM

Dra. Lia Alves explica sobre o tratamento LIVA
julho 11, 2020
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A relação da pandemia com ansiedade, bruxismo de vigília e DTM

Pandemia, bruxismo de vigília e DTM

O ano de 2020 ficará gravado nas nossas mentes para sempre, como o ano em que o mundo parou. 8 bilhões de pessoas subjugados a um “bichinho invisível”.

Os exércitos mais poderosos, as corporações mais ricas e as pessoas mais influentes não dobraram esse inimigo microscópico. Após 6 meses de pandemia, as perguntas se acumulam e as respostas são cada vez mais evasivas: O que será da humanidade? Quais são as verdadeiras necessidades do ser humano?  o que é essencial, o que é supérfluo nas nossas vidas?

Uma certeza apenas se consolida: nós teremos de mudar e nos adaptar a um “novo normal”. Mas, como será o amanhã? Essas incertezas e imprevisibilidades e a noção da nossa incapacidade de dominar o futuro deixa qualquer ser humano perdido, tenso, ansioso e propenso a desenvolver dores, principalmente na  face e cabeça.

É preferencialmente nessas regiões que o ser humano canaliza as suas emoções e frustrações. Isso pode explicar o “tsunami” de novos pacientes em nossas clínicas com queixas muito semelhantes: tensão na mandíbula, nos músculos da face e do pescoço e dores de cabeça associados á ansiedade e estresse.

Com o objetivo de ajudar estes pacientes de forma não medicamentosa e totalmente reversível, a Liva desenvolveu um tratamento que visa controlar uma das maiores causas das dores orofaciais e de cabeça: o bruxismo diurno ou “de vigília”. De fato, após mais de 15 anos de pesquisa, o Dr Alain Haggiag observou que as pessoas mais tensas e ansiosas acabavam “descontando” estas emoções para a boca, tensionando os músculos da face e pescoço inconscientemente durante o dia. 

A mudança comportamental e a quebra deste hábito através do conceito do biofeedback (conscientização e reeducação do hábito) foi aplicada em mais de 1500 pacientes nos últimos anos com um enorme sucesso terapêutico. Mais de 80% dos pacientes tiveram as suas dores reduzidas de forma substancial e duradoura; e sem uso de remédios!

O tratamento é tão inovador que foi premiado como pesquisa mais importante da Academia Europeia de dor orofacial em 2019.

Sabemos que o futuro é incerto e que a ansiedade pode nos acompanhar por longos meses, mas a recomendação é que não tome nenhuma decisão por desespero ou procure soluções milagrosas mesmo que as dores se tornem mais frequentes e intensas. De fato, temos percebido um importante aumento de pedidos de cirurgia de ATM, muitas vezes desnecessárias e contra indicadas

O diagnóstico assertivo é essencial e o tratamento não invasivo e conservador sempre deve ser a primeira escolha. Ele tem resolvido mais de 90% dos casos de dores orofaciais

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